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A construção civil é um dos mais importantes setores da economia, sendo essencial ao desenvolvimento do país, tendo em vista essa relação, atualmente podemos afirmar que se a economia melhora isso impacta diretamente na construção civil.

Os presidenciáveis já estão definidos para o segundo turno das eleições no Brasil, conheça agora um possível cenário do setor da Construção Civil com a vitória de Bolsonaro ou Haddad.

Jair Bolsonaro

A visão liberal de Paulo Guedes

É fato que o mercado financeiro escolheu Bolsonaro como seu candidato, isso ficou nítido após o primeiro turno das eleições, com  a imediata queda do dólar e alta nas ações da bolsa, incluindo as ações da Petrobrás.

Isso ocorreu porque em período de eleições, a política econômica de um possível novo governo afeta diretamente o mercado, que nesse caso reagiu positivamente, tento em vista que o economista Paulo Guedes, escolha de Jair para o Ministério da Fazenda tem uma visão liberal.

O liberalismo é bem aceito pelo mercado pois defende que empresas privadas concorram entre si, com pouca intervenção do estado. Este modelo foi aplicado em grandes economias como Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, entre outras e trouxe um fortalecimento do mercado.

Por fim, com propostas como privatizar estatais que dão prejuízo, além de uma reforma na Previdência social, Bolsonaro encara antigos e conhecidos problemas que precisam ser resolvidos para ajudar na recuperação da economia do Brasil, com reflexão direta em todos os segmentos incluindo a construção civil.

Bolsonaro e a Indústria da Construção

Em meados de Agosto o candidato Jair visitou a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) onde em reunião com dirigentes da CBIC e entidades integrantes da Coalizão pediu aos empresários confiança, para buscar o melhor para o País.

O candidato ouviu com atenção as demandas do setor e afirmou que no que depender dele – “caneta presidencial” – assim o fará.

Jair ainda reforçou a importância do respeito às leis e contratos e se mostrou disposto a conversar sobre temas como o licenciamento ambiental, que no modelo atual muitas vezes impede avanços do setor devido a demora na obtenção de licenças.

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Bolsonaro em coletiva de impressa em Fortaleza – CE

 

Fernando Haddad

Ministro da Fazendo indefinido

Até a data de criação desse artigo, e já as vésperas do 2º turno Haddad ainda não tem anunciado um eventual ministro da Fazenda, o que preocupa investidores, e cria uma incerteza quanto ao futuro da economia nacional e da construção civil.

Porém, extraímos aqui um trecho de texto do site oficial do PT que diz: “Em seu próximo mandato, o PT vai retomar o crescimento econômico, a geração de empregos e a inclusão social, como já provou que é possível nos quatro mandatos em que governou o país.”

Cenário imprevisível, visão socialista

Não há informações mais claras dos planos de Haddad para a economia e o setor da construção, vale lembrar que até pouco tempo o PT tentava emplacar uma candidatura de Lula a presidencia.

A entrada de Fernando como canditado não era esperada, e é difícil saber se apersar das inúmeras consultas de Haddad a Lula (preso na sede da PF em Curitiba), este compartilha da mesma visão socialista de Lula e do PT para a economia.

De uma forma geral, a visão do PT, partido político de Lula e Haddad tem forte viés socialista, onde se defende um modelo economico onde todos os meios de produção pertencem ao Estado, decidindo este o que ser produzido e como deve ser manufaturado.

Este modelo economico socialista foi aplicado em países como Cuba, Vietnã, Coreia do Norte, e recentemente na Venezuela, onde não há mais informações oficiais sobre os resultados da economia desde 2016, mas que o FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê hiperinflação de mais 13.800% este ano, trazendo recessão a todos os setores da economia venezuelana.

Visto o insucesso economico deste modelo de governo nos países onde foi implantado, o mercado financeiro e o setor da construção civil veem com receio uma possível vitória de Haddad no segundo turno das eleições.

Fernando Haddad e sua vice Manuela D’ávila durante anúncio de junção de forças com PC do B.