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A construção civil é um dos setores mais importantes para a economia brasileira, assim sendo, o investimento em novas tecnologias já deixou de ser um diferencial para se tornar fator preponderante para a sobrevivência das empresas do setor. Veja abaixo, tendências para os próximos anos na construção civil.

Cidades inteligentes

Cidades inteligentes são projetos que abrangem construções sustentáveis e soluções para otimizar o uso de recursos naturais e energia.

Estas cidades, além de melhorias no transporte e em outros aspectos, também contam com soluções que impactam diretamente na qualidade de vida das pessoas.

A conectividade é outro ponto característico das cidades inteligentes, que fazem uso de informações interconectadas para uma melhor compreensão das suas operações e dos seus recursos.

Um exemplo são as construções inteligentes que, por meio de sensores, geram informações que podem servir como base para novas edificações ainda mais eficientes.

Impressão 3D

A impressão 3D já vem revolucionando diversos setores, inclusive a Medicina. 

Quando falamos de inovação na construção civil, as impressoras podem ser aplicadas para a criação de construções modulares, permitindo, por exemplo, que os componentes sejam pré-fabricados antes da instalação (inclusive podem ser feitos no próprio canteiro de obras).

Isso traz uma série de benefícios, como redução de custos com logística, diminuição da emissão de gases na atmosfera, eliminação do desperdício de materiais, aumento da segurança para o trabalhador e redução drástica no tempo de construção.

O feito mais impressionante até agora foi alcançado pela empresa chinesa Winsun. Com auxílio de uma impressora 3D em forma de guindaste, a empresa foi capaz de erguer 10 casas de 200m2 em apenas 24 horas

Segundo a construtora, o custo da operação foi de aproximadamente metade do que se gastaria normalmente.

Realidade virtual

Tecnologia que vem ganhando espaço nas construtechs, a realidade virtual pode auxiliar o profissional na compreensão do design do projeto final. Tudo por meio de projeções 3D e óculos especiais.

Dessa forma, seria possível identificar erros ou reparos a serem feitos, estimar manutenções e realizar treinamentos em situações de risco.

Outra aplicação é voltada para os clientes das construtoras, que poderiam experimentar o ambiente em que viveriam, fornecendo uma experiência muito mais imersiva e realista.

Inteligência Artificial

O uso da Inteligência Artificial na construção civil é muito vasto. Existem empresas que utilizam a IA, por exemplo, para aumentar sua capacidade de predição de eventos, para auxiliar na gestão de crédito para o mercado imobiliário ou ainda para otimizar as estratégias de relacionamento e atendimento ao cliente.

Em um cenário mais avançado, já existem projetos em andamento para o desenvolvimento de robôs autônomos que possuem as mesmas habilidades de um operário da construção. 

Além de evitar expor pessoas a situações de risco, o uso de robôs permite executar tarefas com precisão milimétrica.

Bioconcreto

O bioconcreto é um material “inteligente” que possui capacidade de regeneração, fechando suas próprias rachaduras. 

O segredo está na adição de uma bactéria chamada Bacillus pseudofirmus à mistura do concreto.

O microorganismo só se ativa na presença de água e oxigênio. Assim, quando ocorre alguma fissura no concreto, as bactérias iniciam reações químicas que resultam na formação de calcário. Como consequência, as rachaduras se fecham.

Construções verdes

Além de fazerem parte do escopo das cidades inteligentes, as construções verdes (ou sustentáveis) são uma alternativa para reduzir custos operacionais e preservar os recursos ambientais. 

 Também são conhecidas por possuírem um tempo mais baixo para retorno do investimento e tendem a se valorizar com o passar do tempo.


Modelagem da Informação da Construção (BIM)

A sigla BIM significa Modelagem da Informação da Construção (do inglês Building Information Model). É uma tecnologia aplicada a softwares de gestão de projetos de construção. 

A forma mais conhecida do BIM é a modelagem 3D, onde é feita a virtualização do empreendimento, de forma idêntica a que se deseja construir e com todas as suas estruturas: projeto hidráulico, elétrico, plantas, entre outros detalhes.

Atualmente, o BIM já conta com outros usos como o 4D (análise de compatibilização e planejamento), o 5D (análise de custos), o 6D (avaliação da sustentabilidade) e 7D (gestão de instalações).

O BIM não é válido somente para os profissionais que atuam diretamente na projeção de construções, mas também auxilia investidores, fornecedores e acionistas a gerenciar uma construção e sua infraestrutura de maneira mais precisa e eficiente.

Outra vantagem é que todos os dados e relatórios gerados pelo sistema ficam concentrados em um servidor e armazenados em nuvem, facilitando o acesso de todos.

Drones

Drones vem ganhando espaço em muito segmentos, e na construção civil não é diferente. 

Entre alguns exemplos de sua aplicação estão a avaliação termográfica de revestimentos, permitindo identificar sinais de desgaste; o mapeamento 3D de edificações; e até mesmo a gestão do canteiro de obras.

Um dos grandes benefícios no uso de drones está na velocidade e na segurança que ele proporciona, evitando, por exemplo, que um trabalhador tenha que ser enviado para estruturas altas, como telhados ou andaimes.

Internet das Coisas

Internet das Coisas (do inglês, Internet of Things ou IOT) é uma das inovações que mais tem transformado o setor da construção civil. 

Como o próprio nome sugere, trata-se da conectividade ao seu nível máximo, em que todos os equipamentos de uma construção estão conectados à rede, gerando informações constantemente.

Assim, serviços de manutenção podem ser otimizados por meio de sensores em diferentes locais. 

Elevadores e aparelhos de ar condicionado podem economizar energia e fornecer dados sobre seus status de funcionamento. 

Sensores instalados no sistema hidráulico permitem controlar o consumo ou alertar sobre vazamentos. E há ainda uma série de outras funcionalidades.

Sensores vestíveis

Os dispositivos vestíveis (ou wearables) vem sendo utilizados por algumas empresas como forma de dar mais segurança ao canteiro de obras. 

Sensores inteligentes presos às roupas ou aos capacetes dos trabalhadores avisam se houve algum impacto.

Outro exemplo são relógios inteligentes que medem a temperatura corporal e alguns sinais vitais, evitando a exaustão. 

A tecnologia ainda permite controlar o número de pessoas em uma determinada área, preservando a segurança de todos.

Contrapiso autonivelante

contrapiso autonivelante é composto por um material com fluidez mais elevada do que as argamassas convencionais.

Com isso, não há mais a necessidade de realizar o desempenamento, criando um contrapiso mais fino, reduzindo o tempo de entrega da obra e seus custos.

Tijolos ecológicos

Os tijolos ecológicos seguem a tendência de utilizar resíduos ou dejetos que, de outra forma, seriam rejeitados, provavelmente causando danos para o meio ambiente. 

Resíduos siderúrgicos, pneus usados, rejeitos de cimento são algumas das formas de reaproveitar materiais para a fabricação de tijolos ecológicos.

Mas não é só isso: compostos orgânicos também podem ser utilizados. É o caso das conchas provindas da maricultura e dos tijolos feitos de caroço do açaí, projeto criado por uma estudante brasileira e que já recebeu mais de 15 premiações.

Por essas características, os tijolos ecológicos não apenas contribuem para tornar as construções mais sustentáveis e para reduzir os impactos de determinadas atividades no meio ambiente, mas também funcionam como forma de incentivo à economia local.

Fundamental para a economia global, o setor da construção civil também causa um grande impacto para o Planeta. A saída para tornar-se mais eficiente e, consequentemente, sustentável, é inovar!